ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Você está aqui: Capa / NUTRIÇÃO / Nutrição em esportes de altitude elevada
Nutrição em esportes de altitude elevada

Nutrição em esportes de altitude elevada

Na semana passada aconteceu na região da Chapada, em Mucugê e Rio de Contas, o Brasil Ride, um verdadeiro desafio para os atletas de Mountain Bike. As provas de aventura estão a cada dia mais frequentes uma vez que os atletas buscam cada vez mais superar desafios.

As condições adversas são características desse tipo de prova e para os atletas do Brasil Ride um dos desafios foi a altitude elevada. Quando o atleta ascende a uma grande altitude, ele é exposto a uma pressão barométrica reduzida, e os efeitos fisiológicos que acompanham estas mudanças da pressão atmosférica podem ter grande influência sobre o seu organismo e seu desempenho físico.

Acredita-se que a hipóxia (redução dos níveis de oxigênio) seja responsável pelo início de uma cascata de eventos sinalizadores que, ao final, levam à adaptação à altitude. A exposição aguda à hipóxia provoca sonolência, fadiga mental e muscular. Dor de cabeça, náusea e anorexia são sintomas provocados pela Doença Aguda das Montanhas, que pode ocorrer nos primeiros dias de permanência na altitude.

Uma estratégia nutricional adequada é fundamental para que o organismo não sofra nenhum estresse adicional, e ela deve ser adaptada as alterações provocadas pela grande altitude:
ALTERAÇÕES DO APETITE E CONSUMO ALIMENTAR: decorrente do efeito da altitude no organismo. Pode trazer consequências negativas como o consumo de energia insuficientes, depleção das reservas de glicogênio e perda de massa magra. É fundamental repor através de refeições líquidas e concentradas principalmente de carboidratos. Uma boa dica são os suplementos hipercalóricos que podem servir como um substituto ou complemento para uma refeição.

AUMENTO DA TAXA METABÓLICA BASAL: pode aumentar em torno de 400 a 600Kcal. O cardápio na competição deve favorecer o equilíbrio entre o gasto energético e a ingestão calórica, entretanto é preciso ter atenção para o volume e a capacidade de esvaziamento gástrico, uma vez que a sensação de plenitude gástrica pode atrapalhar no desempenho.

AUMENTO DE ESTRESSE OXIDATIVO: ocorre devido a hipóxia, variação de temperatura, taxa metabólica aumentada. O plano alimentar deve fornecer grande quantidade de nutrientes antioxidantes como Vitamina E, Vitamina C, Selênio, Ácido Lipóico.

MAIOR RISCO DE DESIDRATAÇÃO: não desmerecer o aporte hídrico e observar a aparência da urina para avaliar a ocorrência da desidratação.

Sobre Daniela Brige Lacerda

Daniela Brige é Nutricionista (CRN5 - 3993) graduada pela Universidade Federal da Bahia, Especialista em Nutrição Clínica Funcional e membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional. Tem ampla experiencia em atendimento nutricional com foco no tratamento de diversas patologias, no emagrecimento e acompanhamento a praticantes de atividade física. Faz atendimento personalizado em domicílio. Contato: danielabrige.nutri@gmail.com / (71) 9188-3606